sábado, 29 de novembro de 2014

"Tenha um pouco de senso de humor"

Sabe algo que me irrita, e que geralmente falam para mulheres mais engajadas na causa feminista?
Outro dia estava lendo uma reportagem, e essa frase me apareceu.
Essa reportagem falava que uma página no Facebook, a Feminismo sem Demagogia, havia denunciado uma rede de loja pela estampa de uma camisa que incentivava a violência à mulher (o que concordo, mas não vamos entrar nesse assunto).
No meio a vários comentários de concordância com o ponto de vista da página, me surgem meia dúzia de homens, e pasmem, mulheres falando.
"Vocês precisam de um pouco de senso de humor."
Agora vamos analisar essa frase.
O que eles querem? Que ríamos quando um cara passa com uma camisa dessas, que achemos bonitinho quando o nosso namorado chegar usando essa camisa, que é uma clara referência a mim e a um possível suicídio? 
Não consigo entender. Claro que isso, pode até não ser culpa deles, não diretamente (não estou falando que eles estão certos em falar isso).
Vivemos numa sociedade em que tudo que possa ofender alguém que não é a pessoa que está falando é considerado piada. O famoso "Sem ofensas..."
Tudo o que é diferente de nós causa estranheza, e achamos que por isso podemos fazer piada.
Mas tem aquele famoso ditado "A sua liberdade termina onde a do outro começa".
E isso não é só visto no Facebook, atacando só as feministas. Na matéria mesmo vemos isso mais claramente.

"Agora neste país nada pode. Se fosse um homem e escrito namorado, iria rir (…). Se tivermos uma população bem orientada isto apenas seria uma simples piada como fazem de gays, velhos, surdos, aleijados e tantos outros perfis anormais para a sociedade. Vamos parar de transformar tudo em monstruosidade" 

Juro que isso me enraiveceu mais do o comentário anterior. Em três frases, esse homem consegue ofender mais de 3 grupos de uma vez só. Se pudesse ver desveria.
Mas o que eu não consigo visualizar é: o que seria um  "perfil normal" para esse homem? Se alguém me explicar juro que vou tentar entender. 

O que as pessoas não entendem é o quão ofensivo isso é, misógino e machista. E que nós mulheres temos que nos calar, que isso tudo é senso de humor. 
Então Ria.




domingo, 9 de novembro de 2014

25 Anos da Queda do Muro

Em 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim caiu.
Caiu a barreira que dividia a Alemanha em duas, ocidental e oriental, capitalista e comunista. Caiu a barreira que dividiu famílias, amigos, amantes. Caiu a barreira que dividiu o mundo. Caiu a barreira que era o marco comunista. Estados Unidos contra a URSS. "Bem" contra o "Mal". 
Obviamente sabemos que esse conceito de Bem e Mal é errôneo, ambos os lados cometeram erros grotescos e sabemos que essa guerra afetou não só o mundo como vidas.
Esse assunto é muito maior que a adoção de um sistema econômico. Isso afetou e afeta vidas, pessoas, seres humanos. Seres humanos que ficaram marcados pela Guerra Fria. Que de fria não teve nada. Todos eram suspeitos, todos eram culpados.
Espero que toda a vez quando olharmos essa data, lembremos o que ela significa, e até que ponto o ser humano pode chegar para conseguir o que quer. 
 

sábado, 11 de outubro de 2014

Estereótipos

Uma coisa que me irrita bastante são os estereótipos.
Tudo que o senso comum nos faz acreditar e nós achamos que é verdade. tipo:
Karl Marx falava só do socialismo, toda a loira é burra, gordo é preguiçoso, todo negro é ladrão, toda barata voadora é o demônio (ok, esse pode ser verdade).
Tiveram dois fatos isolados que me fizeram escrever sobre isso:
1º- Os comentários xenofóbicos sobre os nordestinos em relação a eleição.

Porque:
Nem todo Nordestino é pobre.
Nem todo Nordestino é afro-descendente.
E os Nordestinos são inteligentes.

Você não é melhor do que ninguém só porque mora em uma região diferente da outra, e não foram só os nordestinos que votaram na Dilma.
E falar que bolsa Família, é sustento de vagabundo é totalmente errado e um pensamento totalmente fechado.
Há estudos comprovando que no governo PT o Brasil melhorou muito, por causa dos programas sociais.
Nosso PIB aumentou, saímos do mapa da fome, a inflação diminuiu... Mas ignoremos o assunto politico.

2º-O último episódio que foi ao ar de Faking It. (2x03)

Vou explicar: 

Houve um desabamento na filial brasileira do colégio das protagonistas, e todos os brasileiros vão para os EUA, refugiados.

1º- Por que eles foram para os EUA? Não tinha uma filial mais perto? Eles não poderiam ir para outro colégio?
2º- Por que todos os brasileiros tinham sotaque português? Nós não falamos português de Portugal aqui?

Esse episódio me deixou bastante ofendida. Me pareceu que os brasileiros só queriam festa, e só eram reconhecidos por isso.
Ok, somos conhecidos por sermos um povo feliz, aberto, sorridente... Mas se eles quiseram fazer uma homenagem, ou qualquer coisa do tipo, achei muito raso.
Todos os brasileiros podiam ter sido substituídos por uma árvore, ninguém iria sentir falta. Nos fizeram parecer burros, por não saber falar inglês.
E teve uma cena super divertida:
Depois que os brasileiros chegaram na escola, no horário do lanche, o que acontecia no refeitório?
TODOS ESTAVAM DANÇANDO
Não sei de que lugar do Brasil eles vieram, mas pelo menos, de onde eu venho, nós não dançamos a qualquer hora e em qualquer lugar... Ainda mais na hora do lanche/almoço/sei lá.
Também retrataram as brasileiras quase como vivendo para o sexo, quase como prostitutas,já que tem uma cena em que o Shane oferece duas meninas para o Liam, que está tentando esquecer a ex-namorada.

Todo esse estereótipo de brasileiro burro, me irrita. 
Possuímos grandes mentes aqui. Em todas as vertentes: médicos, matemáticos, cientistas, físicos, escritores, etc.
Um grande exemplo é o Artur Avila, que ganhou a Medalha Fields.
Carlos Chagas
Oswaldo Cruz 
Jorge Amado
Tom Jobim
Paulo Coelho
Machado de Assis
Tarsila do Amaral
Santos Dumont
Cândido Portinari
Oscar Niemeyer

Não vivemos só para o samba, festa e futebol.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Minha Semana e Mais Algumas Coisas

Ok, eu sei...

Não postei na última semana, mas tenho um bom motivo para isso:

Estava com preguiça.

Isso e o fato que eu estava atolada em deveres, ignoremos.

Por isso eu decidi fazer um informativo da minha semana,(não que alguém ligue)e descartar os fatos marcantes (nenhum):

Aí vai

Domingo, 28/09

Por ser uma menina que é chocólatra, nos últimos meses eu engordei uns quilinhos (15), por isso minha nutricionista bateu na mesa e falou "Ou faz exercícios ou morre gorda", aliás ela fez isso e enfiou uma faca no meu fígado... Tá... posso ter aumentado um pouco os fatos, ela não enfiou a faca toda, só um pouquinho.
Mas ai o melhor foi: "Vai fazer exercício 3 vezes por semana, e eu vou te pesar toda a semana" 

Então eu fui com meus avós, que também estão gordos e resolveram me apoiar nesse momento tão difícil. Só que eu andei 50 metros e já comecei a hiperventilar, logo cheguei a conclusão que não é uma coisa que eu goste.

Também fui no show da Miley naquela noite, mas isso nao importa.

Segunda, 29/09

Prova.

Terça, 30/09


Aparentemente, eu teria teste de Química, porém... NÃO TEVE!!!11!!!
Não, eu não fiquei feliz, sabe porque meu caro amiguinho?
Teve algo muito pior, Laboratório de Química.(coloquei em maiúsculo porque é o nome da aula, então tem que impor respeito)
E eu não levei jaleco, sabe o que significa?
Não entrei, porque não tinha jaleco.
Sabe o que isso significa?
Perdi 1 ponto por perder essa aula.

Quarta, 01/10

Prova.(Também foi aniversário da minha melhor amiga, mas isso não é importante)

Quinta, 02/10

Não teve nada de importante, então dormi o dia todo.

Sexta, 03/10

Tiveram 2 provas, incluindo a tão aguardada prova de Química, e também resolvi caminhar. Também não é tão importante assim

Sábado, 04/10

Fui na casa da minha melhor amiga, e fiquei dançando um jogo de dança...
Não seja sedentário, dica para a vida.

Domingo, 05/10

Votei pela primeira vez, só que foto em um edifício católico, e eu meio que fui com uma blusa que a Miley esta lambendo um sorvete... Percebi depois que era meio ofensiva.

Resolvi caminhar mais uma vez, quando estava em 1,5 km, meu joelho começou a formigar... DEFINITIVAMENTE, ISSO NÃO É PARA MIM!!!11!!1

Segunda, 06/10

Resolvi comer comida japonesa na hora do almoço e comer um Yakisoba... Uma dica, nunca peça um Yakisoba numa certa empresa de comida japonesa que eu não citarei o nome, pois posso ser processada.

Simplesmente horrível, não comi tudo e resolvi tomar um milkshake, numa outra empresa que vende fast food. Melhor Milkshake ever... Super recomendo (burger king)


Enquanto esperava minha aula no turno da tarde, um conhecido meu passou por mim.
O problema é: eu sou uma pessoa tímida, então eu geralmente tento ignorar a pessoa por não saber o que fazer.
"Ah, é só cumprimentar."
Não! Não é...
É muito torturante falar com pessoas que você não possui muita intimidade.
E eu também sou um pouquinho antissocial, evito o contato com muitas pessoas ao máximo.
Então eu tentei ignorá-lo, mais falhei... Falhei mesmo, ele me viu e ficou me olhando com aquela cara de expectativa.
"Você não vai me cumprimentar não?"

Então ele foi lá e deu o primeiro passo, e acenou para mim.
Sem saber, ele quase acabou com a minha vida.
Porque eu tinha duas opções, retribuir ou ignorar... Ambas tentadoras e difíceis.
E contrariando a minha natureza, eu dei o meu melhor sorriso sem graça e acenei de volta. (só porque ele é gente boa)
Um pequeno passo para uma menina, um grande passo para mim.

E foi só isso...
Até mais.






sábado, 27 de setembro de 2014

Idealizações

"O que você quer ser daqui a 10 anos?"
Minha amiga perguntou, para mim e mais quatro pessoas. O que uma pessoa planeja para o seu futuro? Como você se vê daqui a 1, 5, 10 anos?
Muitos respondem: "Ser feliz."
Mas o que é ser feliz para você? Vamos partir do principio que eu não estou te julgando, mas defina essa felicidade. Felicidade é uma coisa relativamente passageira, em um momento estou feliz, no outro não mais, e eu não to falando da ideia estereotipada de bipolaridade. Só que não acho que ser feliz seja uma meta de vida.
Todos temos um modelo do que queremos, e todos queremos chegar nessa tal felicidade. Na verdade, vivemos num mundo idealizado. Sempre temos metas, e essas metas, na maioria das vezes não foram criadas por nós. Elas já existem, as vezes acho que vivemos numa fôrma.
Os filmes nos dizem que só temos o nosso felizes para sempre depois que achamos "nosso amor verdadeiro", a maioria das músicas falam desse amor arrebatador que quando encontramos, não pensamos em outra coisa a não ser nele. A mesma história se repete, ou deveria, várias e várias vezes. Só tem um pequeno problema: Nossas vidas são diferentes, nós somos diferentes. 
São milhões de pessoas no planeta Terra, com pensamentos diferentes, não acho que dá para nos encaixarmos nos modelos pré-existentes. Mas no entanto, eles continuam ali.
E nem precisamos nos basear nos filmes:
Todos esperam que eu, como adolescente, faça coisas de adolescentes.
Mas o que seriam coisas de adolescentes?
Eu gosto de passar o dia inteiro na minha cama lendo um livro e tomando matte. E eu sou uma adolescente, logo, isso seria uma coisa de adolescente, certo?
Aparentemente, não.
Como adolescente, esperam que eu seja rebelde, saia, vá para festas, etc.
Eles esperam isso de mim, e eu também espero isso de mim, admito.
Mas isso não sou eu, não gosto de agitação, música alta, então, se eu não me encaixo naquele modelo, eu sou a errada.
E não é só comigo, esperam que as mulheres se casem e tenham filhos, pois se isso não acontecer, a vida delas não esta completa. Elas não possuem um "legado", então não servem para viver. Homens tem que ser macho, se eles forem um pouco mais cuidadosos com a aparência, são gays (porque sendo gay a pessoa deixa de ser homem e mulher, claro).
Entendem?
Vivemos num mundo idealizado, e consciente ou não, sempre tentamos nos encaixar nesse modelo. E todos os que estão aparentemente fora, são considerados estranhos e excluídos, o que na verdade, não existe.
Porque todos nós estamos fora desse plano idealizado.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um Oi Inicial e Dificuldades De Manter Projetos

Oi,
Acho que falar "oi" é um bom jeito de começar. Eu tenho um grande problema, é o 3º blog que eu tento fazer funcionar, vamos começar do início antes de chegar no grande problema.
Desde que me entendo por gente, sempre quis fazer algo que me fizesse lembrar, deixar minha marca no mundo, ser lembrada por várias gerações por algo brilhante que eu fiz, tipo Newton (só que menos odiada) ou Galileu.
Só tinha um problema... Eu não sou brilhante em nada, simplesmente mediana. Tem um quote, em inglês, que me descreve perfeitamente, "I know a little about a lot", não sei o autor, me desculpem. A tradução seria algo do tipo "Eu sei pouco sobre muito", sei sobre vários assuntos, mas não me aprofundo neles, não tem algo que eu relativamente domine, porque na minha opinião não há como dominar algo totalmente, mas ignoremos. Não tem algo que eu possa virar e falar "eu sei fazer isso", já tentei tocar violão, flauta, piano, lutar judô, jogar xadrez, desenhar, cantar, escrever, todos eu falhei. Então chego e falo, "Não tenho nenhum talento especial", aí as pessoas chegam e falam "Ah você é engraçada".
Que belo talento, vou ganhar o nobel da paz com isso

Tenho a grande mania de ser proteladora (btw tenho um trabalho para entregar na segunda e nem comecei), e eu culpo isso totalmente ao mundo em que vivemos. Não, não vou entrar no discurso de abaixo ao sistema ou qualquer coisa nesse tipo, mas simplesmente ao fato que vivemos num mundo em que constantemente recebemos informações. Por exemplo, nesse momento estou ouvindo o novo/velho/novo álbum da Beyoncé, com seis janelas abertas, e em uma delas a janela de conversa do Facebook está piscando, também consigo ouvir os apresentadores do jornal comentando sobre alguma investigação, pelo celular estou conversando com duas amigas. Perdemos a capacidade de foco, mas isso é uma consequência inevitável. Eu perco o interesse quase na mesma velocidade, que eu me interessei em fazer algo.
Então é por isso que é meu 3º blog, sempre quis expressar minhas opiniões em blog, mas isso é quase como um diário, o que acaba ficando depressivo a medida que eu escrevo, acredite, se alguém tentar destruir meu diário (não, não é aquele livro que você gasta quase 30 reais para rasgar o livro, não me entenda mal, a ideia é maneira, mas poxa com 30 reais eu como no Spoleto e sobra dinheiro) vai sair um bagulho preto que nem quando sai quando o Harry enfia o dente do basilisco no diário do Tom Riddle, aka Voldemort, aka Você-Sabe-Quem.

Ou isso seria sangue?


 Meu diário começou feliz e com corações e terminou com poemas de como eu queria estar morta, não.
Então eu vou tentar manter esse blog menos emo, enquanto eu lembrar de postar aqui.
Tchau.
P.s.: Eu não sei como fazer uma postagem inicial.
P.s².: Nem como iniciar a postagem.
P.s³.: Nem terminar